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14º Domingo do Tempo Comum | Domingo

No 14º Domingo do Tempo Comum, Jesus nos faz um dos convites mais doces e, ao mesmo tempo, mais revolucionários de todo o Evangelho:

“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso.” (Mt 11,28)

Olhando para a nossa rotina, para a pressa dos nossos dias e para as exigências que o mundo nos impõe, quem de nós não se sente, muitas vezes, cansado e fatigado? Carregamos fardos visíveis e invisíveis: a preocupação com o futuro, as feridas nos relacionamentos, as cobranças profissionais e até a culpa por nossos próprios erros.

No entanto, a resposta de Jesus para o nosso cansaço não é uma fórmula mágica para sumir com os problemas, mas uma mudança de postura. Ele diz: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração”.

Naquela época, o “jugo” era aquela peça de madeira colocada sobre o pescoço de dois bois para que andassem e puxassem o arado juntos. Quando Jesus diz “tomai o meu jugo”, Ele está dizendo: “Não puxe o peso da vida sozinho. Divida o peso comigo. Ande no meu ritmo”. O fardo se torna leve não porque a vida deixa de ter desafios, mas porque passamos a caminhar ao lado Daquele que é a própria força.

Para trazer essa liturgia para a sua vida de forma muito objetiva hoje, faça-se duas perguntas:

  1. O que tem me cansado? Identifique qual é o fardo que você tem tentado carregar sozinho, contando apenas com as suas próprias forças.

  2. Eu sei silenciar para aprender com Ele? Jesus louva ao Pai porque os mistérios do Reino foram revelados aos “pequeninos” e não aos sábios e doutores. Os pequeninos são aqueles que reconhecem que precisam de ajuda. Ser “manso e humilde de coração” na prática significa desarmar o orgulho, parar de querer controlar tudo e aceitar o descanso que vem da oração e da confiança em Deus.

Nesta semana, quando o peso dos dias parecer maior que as suas forças, respire fundo, pare por um minuto e repita no seu coração: “Jesus, eu não consigo sozinho. Puxa esse peso comigo”. Permita-se ser pequeno e caminhar no ritmo suave do Mestre.

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